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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Gay: Será que alguém já nasce gay?


Gay: Será que alguém já nasce gay, e dai se for?
Medico: Dr. Paulo Branco
 www.medicinaintegrada.med.br
E se for, qual o problema?
É compreensível que os pais queiram que seus filhos sejam pessoas saudáveis e realizadas – e, consequentemente que se preocupem com o tipo de relações amorosas nas quais se envolverão quando adultos. Hoje se sabe, porém, que a orientação sexual não é garantia se sucesso ou felicidade. O que parece fazer diferença, realmente, é a qualidade dos vínculos afetivos que uma pessoa mantém e o quanto se sente confortável com sua capacidade produtiva nas várias áreas da vida. Nesse sentido, a proximidade e o apoio das pessoas queridas se mostram muito mas importantes que a orientação em si. Ou seja: ter lugar nos diferentes grupos de referência ( Família, trabalho e amigos) fortalece o sentimento de pertencente, fundamental para o bem-estar emocional e até mesmo físico. Em geral, quando alguém se sente aceito como é pelos mas queridos , o eventual enfrentamento de qualquer tilo e discriminação se trona muito menos doloroso. Independentemente do sexo e da idade, cada pessoa faz um balanço inconsciente entre a possível resistência que poderá encontrar em alguns de seus círculos sociais e o apoio que encontrará em outros.
Algumas pesquisas recentes sugerem que homens e mulheres que assumem a orientação homoafetiva publicamente apresentam um aumento da autoestima e redução do risco de e redução do risco de depressão e de suicídio. Mas nem sempre é o que acontece, segundo alguns psicólogos. Psicólogos da universidade de Essex constataram que o bem-estar em afirmar a própria sexualidade depende do contexto social em que a pesos está inserida.
Para chegarem a essa conclusão, os pesquisadores entrevistaram 161 homossexuais de ambos os sexos e bissexuais com idade entre  18 e 65 anos sobre o nível de bem-estar que sentiram em afirmar sua orientação em cinco círculos sociais: amigos, parentes, colegas companheiros de escola e comunidades religiosas. Os participantes, recrutados em debates públicos pelos direitos dos homossexuais, em redes sociais e em listas de e-mail  de estudantes universitários, responderam aos pesquisadores por meio da internet e de forma anônima.


Será que já nasce?
Muitos gays e lésbicas contam que descobriram sua preferência pelo mesmo sexo  ainda na infância. As pesquisas estão mostrando que isso provavelmente é verdade, à medida que se acumulam as evidencias de que a orientação sexual não é nem uma tendência determinada pelo triplo de criação recebida. É algo que já nasce com a pessoa.
Em um estudo recente, exames mostraram que o cérebro dos homens gays é semelhante ao dos heterossexuais, enquanto o das lesbicas se parece com os heterossexuais masculinos. As características cerebrais investigadas desenvolvem-se no útero ou na primeira infância, o que significa que a influência de fatores psicológicos ou ambientais é mínima ou inexistente, afirmam os pesquisadores do Instituto do cérebro de Estocolmo, na Suécia.
Os pesquisadores usaram imagens de ressonância magnética para obter o cérebro de 90 voluntários:25 homossexuais e 20 heterossexuais de cada sexo. Descobriu-se que os homens heterossexuais e as lesbicas apresentavam cérebro assimétrico; isto é, o hemisfério cerebral direito era maior do que o esquerdo. Já o cérebro das mulheres heterossexuais e dos homens gays era simétrico.
Em seguida a equipe usou a tomografia por emissão de pósitrons para medir o fluxo de sangue a uma área cerebral chamada de amígdala que é a sede das emoções, do medo e da agressividade. Para minimizar influencias externas e culturais os cérebros foram examinados em repouso e não foral exibidas fotografias aos participantes e nem foi introduzido nenhum comportamento que pudesse haver sido apreendido. Nesse exame observou-se  que nos gays e nas heterossexuais, o sangue flui para áreas envolvidas com o medo  e a ansiedade.

A orientação sexual genética?
A questão permanece em aberto. E se os gens estiverem mesmo envolvidos, será que eles produzem dois tipos distintos de orientação,  hetero e homossexual, da forma como acredita a maioria das pessoas?

E onde se encaixa a bissexualidade? Embora nenhuma pesquisa seja totalmente conclusiva, estudos de gêmeos criados juntos, criados separados arvores genealógicas indicam pelo menos para os homens que quanto maior o numero de genes em comum com um parente gay, maiores serão as chances de você ser um homossexual também.
Mas nenhum progresso da ciência irá resolver as questões morais e filosóficas em torno da orientação sexual, afirmam os estudiosos da sexualidade humana. É enorme a pressão exercida sobre nós, desde muito cedo, para que sejamos heterossexuais. Além disso, existem grupos religiosos que afirmam que os gays podem mudar de orientação se estiverem    

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