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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Revista eletrônica lesbica: Artigos e matérias


Revista eletrônica:
Responsável: Dr. Paulo Branco e colaboradoras
Aqui escreverei as noticias e temas afins com as lesbicas.
Se você ler algum artigo e jugar ser de interesse para esta revista eletrônica, pode me enviar que será bem vindo, pois você será a minha parceira. Obrigado pela colaboração, ficarei muito grato de todo o coração.
Enviar para: paulobranco@terra.com.br













1- Tema: Assunto Polêmico:
Filhos de gays se saem melhor do que os outros em estudo realizado por uma instituição lésbica ( NLLFS ).

Chega de preconceito. Adolescentes criados por mães lésbicas vão melhor na escola, tem mais amigos e se sentem bem consigo mesmo.

Nos últimos 30 anos, diversos estudos têm demonstrado que a orientação sexual dos pais não influencia o ajustamento psicológico e social das crianças. Mas alguns críticos ainda questionam a legitimidade da criação de filhos em lares gays, lembrando que a maioria dos adolescentes estudados nasceu em uniões heterossexuais antes que a mãe se divorciasse e se assumisse como lésbica. Na pesquisa foram acompanhados a primeira geração americana de famílias lésbicas planejadas, nas quais as mães já se identificavam assim antes da inseminação artificial. Portanto os filhos foram estudados pela autora do trabalho desde que nasceram, que contatou que aos 17 anos, eles se saíram ainda melhor, em alguns aspectos, que outros adolescentes da mesma idade.
Os filhos das lésbicas tiveram melhor desempenho na escola e nas interações sociais, por exemplo, do que garotos de famílias homossexuais. Também apresentaram menos problemas de comportamento, como agressividade e violação de regras. No total foram 154 lésbicas ( Solteiras e com companheiras)  se inscreveram entre 1986 e 1992. Desde então, temos reunido dados por meio de entrevistas e questionários. E os resultados surpreenderam.
Para medir a qualidade de vida,  foram pedidos aos 78 adolescentes filhos de lésbicas que completassem uma pesquisa com frases como “ Eu me dou bem com meus pais “ou mais “me sinto bem comigo mesmo” que deviam ser avaliadas 0 ( discordo ) a 10 ( concordo totalmente ). As respostas foram comparadas com as de 78 adolescentes pareados por sexo, idade e etnia. E não foram encontradas diferenças entre os dois grupos, como era esperado. A surpresa veio quando pedimos que descrevessem suas vidas em detalhes. Comprovou-se que os filhos das lésbicas eram muito bons nas escolas, tinham diversos amigos de longa data e fortes laços familiares. Numa escala de 1 a 10, eles deram 8,4 em média para o seu bem estar, o que não é comum estre adolescentes. E 93,4% consideraram que suas mães são bons modelos a seguir, excepcionalmente para a faixa etária.
Esse desempenho não é por acaso. As mães que participaram do estudo se comprometeram em participar ativamente da vida dos filhos. Precisaram educar todo mundo à sua volta sobre famílias lesbicas, do obstetra às professoras. Também participaram de programas anti-bulying nas escolas. Elas dedicaram muito tempo para tornar o caminho dos filhos o mais seguro e saudável possível. Quase metade das crianças do estudo havia sido alvo de comentários homofóbicos, porém souberam lidar com isso.
Apesar de todas essas evidências, ainda existe o mito de que gays e lesbicas não podem ser bons pais, tal como diziam os juízes americanos nos anos 70, ao negar a custódia dos filhos a homossexuais divorciados. Quando as primeiras pesquisas indicaram que os filhos de gays e lésbicas estavam se dando bem, os juízes argumentavam que não haviam estudos longitudinais confirmando isso. Em 1982, um banco de esperma abriu as portas pela primeira vez a lésbicas que queriam engravidar, o que seguramente representaria um novo fenômeno social, consequente ao maior estudo já feito sobre o tema.

2- Polemica: criar os filhos sem nenhuma distinção de gênero, eliminará o estereotipo da criação tradicional focada na heterossexualidade?

Um casal de Portland, EUA, escolheu criar seus filhos sem nenhuma distinção de gênero. Assim, espera que estereótipos não limitem seu desenvolvimento.
Azul para meninos, rosa para meninas. Carrinhos pra eles, bonecas para elas. “É assim que a maioria educa seus filhos. Lá em casa é diferente. A idéia da criação sem diferenciação de gênero é oferecer as crianças um arco-íris de opções e permitir que usem, vistam e brinquem com o que quiserem, não com o que  “deveriam”querer. O problema de educar dando ênfase nas divisões de gêneros é que não sabemos realmente qual o gênero de nossos filhos até que eles mesmos nos digam. Cerca de 1% das crianças são transgêneros ou não se encaixam nas classificações tradicionais de menino ou menina. Ser criado  “ como menina “ é prejudicial e doloroso para meninas que se veem como meninos, e vice-versa.
A educação tradicional também limita o que as crianças podem fazer e se tornar. Isso vem das expectativas da sociedade sobre o que significa ser “menino” ou “menina”. Nos EUA, por exemplo espera-se que meninas sejam atraentes, mas também estudiosas ( embora ruis em ciências). Elas devem gostar de bonecas, de se vestir e de decorar a casa. Já garotos escutam desde cedo que são barulhentos e violentos, e que têm de ser poderosos e bem sucedidos no futuro.
Nenhum desses estereótipos é completamente ruim nem falso: muitas garotas de fato gostam de se arrumar, assim como muitos garotos adoram praticar esportes, e não há nada de errado com eles.

Como esse tipo de criação funciona na prática?
Oferecendo escolhas. Tenho dois filhos, que no meu blog são chamados de Boychick, de 5 anos, e Vulva Baby, que tem quase 1 ano. Boychick cresceu com uma variedade de roupas e brinquedos. Nunca cortamos seu cabelo, embora lhe déssemos essa opção. Por volta dos três anos e meio, começou a dizer que era um garoto. Suas cores favoritas são o rosa e o vermelho brilhante. Com seu cabelo longo e seus sapatos roxos, ele é muitas vezes chamado de menina na rua. Mas ele não está nada confuso sobre seu gênero: sabe que é um garoto, não importa a cor que vista nem seus brinquedos preferidos. Já Vulva Baby ainda não tem senso de gênero. Pelo menos nenhum que ela ainda possa dizer. Como aconteceu com Boychick , achamos que é menina, mas não saberemos até que ela nos diga.
Eu e meu parceiro temos a sorte de viver em Portland, onde esse estilo de educação não é totalmente estranho. Mas é claro que me preocupa. À medida que os meus filhos crescem, há mas oportunidades para que pessoas sejam rudes com eles. Se quiser, Boychick é livre para cortar o cabelo e usar roupas diferentes. Eu espero com, contudo, que ele seja verdadeiro consigo mesmo diante da adversidade.
Criar assim não é fazer lavagem cerebral nos filhos nem tentar eliminar os gêneros. É dar às crianças a chance de pensar sobre o que o gênero significa para elas. E apoiá-la a se tornar o que querem ser.


3- Tem: Escola para gays
A Harvey Milk School é voltada prioritariamente para jovens homossexuais. Suas diretrizes dizem que a “escola é aberta para todos os alunos, independentemente de raça, gênero e da orientação sexual.
Mas, na prática, quase todos os alunos são abertamente gays ou lésbicas. A escola foi criada para que adolescentes homossexuais pudessem estudar sem a ameaça de violência física ou emocional que costumavam enfrentar no ambiente escolar tradicional, explica Thomas Krever, diretor executivo da iniciativa. Para o diretor, em um ambiente em que possam se expressar livremente, os alunos têm mais condições de se dedicar aos estudos. A instituição foi alvo de criticas por ser abertamente voltada a um perfil especifico de estudantes, especialmente depois de ter sido transformada em uma escola pública em 2002, passando a receber recursos do governo. Mas, pelos dados da escola, os  resultados dos alunos da escola em exames são superiores aos  da media de outras escolas. Aí fica difícil contestar.

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